Almandrade

São Felipe-BA – 1953

Neste século a história de nossas vanguardas passa forçosamente pela “família” Andrade. Drumond, Mário, Oswald... São a linha mestra de nosso fazer literário. Formam a base do que chamamos modernismo. Seguindo este caminho, em meio à crise da palavra e das vanguardas, surge Almandrade, fazendo uma releitura visual e conceitual do século que se finda. Pelo próprio nome intitula-se a alma dos Andrade, expressando no contemporâneo uma revisão da salada moderno-concreto-tropicalista.
Como diz Décio Pignatari – ele cria o “nudismo” abstrato.

                                                                                                                                                           Zeca Magalhães – 1998

O nome Almandrade está associado a uma estratégia singular dentro daquilo que costumamos designar arte contemporânea, rigoroso, avesso ao “espontaneísmo” e aos modismos, produz com se o fazer artístico tivesse uma ética. Sua obra se encaminha para uma coisa cada vez mais concisa, enxuta, em direção a uma poética que se expressa com um vocabulário mínimo, seja pictórico ou lingüístico. Essa depuração estética aspira o desejo de uma singularidade. Universalidade, reflexão, inovação e experimentação estão sempre presentes na sua produção de pinturas, esculturas, objetos, desenhos, instalações e poesias. É dono de um “estilo” que chega a espantar pela coerência de transitar em diversos suportes, incluindo a palavra, sem perder o rigor e a responsabilidade com a linguagem e o pensamento.

 

 

                      Gilberto Motta - 1993

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